Márcia Le Fouet

Receitas rápidas e descomplicadas

Lasanha (meio) light de berinjela — August 22, 2016

Lasanha (meio) light de berinjela

Eu chamei essa lasanha de “meio” light porque, para mim, a lasanha de berinjela tradicional é aquela em que as rodelas são primeiro empanadas, ou seja, suuuper fat, e a que eu chamaria de light propriamente dita não levaria o queijo parmesão para gratinar…

 

Para fazer duas porções pequenas (que, ao meu ver, servem duas pessoas normais que não estão morreeeendo de fome), eu usei o seguinte:

 

– uma berinjela grande cortada em rodelas médias

– 3 colheres de sopa cheias de creme de ricota light

– um pedaço de ricota de aproximadamente um dedo de espessura (sente a falta de precisão da menina… hahahahaha)

– 4 colheres de sopa cheias  de carne moída já pronta (eu uso patinho, que é pouco gordurosa, e ela não estava muito “molhada” – eu queria a lasanha mais seuinha)

– 1/3 de xícara de leite desnatado (para dissolver um pouco o creme de ricota)

– sal e pimenta do reino

 

Fiz assim: cortei a berinjela em rodelas e as deixei de molho na água com sal, apenas pelo tempo em que separava os demais ingredientes, ligava o forno, separava o refratário, etc… Eu nem costumo fazer isso, mas como queria que o jantar saísse rápido, achei que valia a pena, pois a berinjela já daria uma amolecida.

 

Numa tigela, misturei o creme de ricota com o leite e a ricota ralada no ralador bem fininho, e temperei com sal e pimenta do reino moída.

 

Em seguida, enxaguei as berinjelas, e já passei para a montagem: um pouco do “molho branco” cobrindo o fundo do refratário, uma camada de berinjelas, uma cama de carne moída, outra camada de berinjelas e finalizei com o falso molho branco. Por cim,a um pouco (beeem pouco) de queijo parmesão ralado, só para dar o aspecto gratinado ao prato.

 

Pronto! Jantar rápido e fácil, delicioso e saudável.

 

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Risoto de abobrinha, maçãs glaceadas e nozes — July 21, 2016

Risoto de abobrinha, maçãs glaceadas e nozes

Como eu já falei no insta e no face quando postei a foto, minha ideia inicial era fazer um risoto de abobrinha com camarões, mas a preguiça de ir ao mercado me fez mudar os planos.

Acabou que foi uma ótima alteração, pois eu simplesmente adorei a combinação que acabou saindo das panelas, e já entrou para a minha lista de receitas fáceis, gostosas e que têm uma carinha de “arrumadinhas”.

Era para ser porção individual, mas eu tenho problemas com quantidades de comida, devo ter passado fome em outras encarnações e acabo sempre fazendo a mais. Assim, as quantidades que vou passar aqui são as que eu usei e servem duas pessoas sem muita fome, como por exemplo, que já tenham comido uma entradinha antes.

Mas é tudo muito simples, para aumentar o número de servidos, é só ir aumentando as quantidades dos ingredientes.

Primeiro passo a ser feito, é colocar água para ferver. Se você for uma pessoa evoluída que faz caldo caseiro, coloca o caldo caseiro de legumes para esquentar. Se for uma fraude como eu, coloca a água para ferver, e usa o caldo industrializado, mesmo… 🙂

Bem, passemos ao preparo efetivamente.

Eu comecei refogando meia cebola pequena em azeite, e quando ficou transparente, adicionei meia abobrinha em cubinhos também. Temperei com sal e pimenta, e deixei uns 5 minutos no fogo alto, mexendo sempre, só para dar um susto nelas.

Feito isso, reservei as abobrinhas em um prato.

Na mesma panela, coloquei a outra metade da cebola picada, mais azeite, dei uma refogada e em seguida acrescentei o arroz arbóreo – usei uma concha grande de arroz. Em regra, eu uso meço a quantidade de arroz com as mãos, mas dessa vez usei a concha para ficar uma medida minimamente repassável para quem quiser fazer a receita!!! hahahahahaha

Dei uma refogada no arroz, e em seguida adicionei mais ou menos uma xícara daquelas de cafezinho de whisky – pausa para explicações.

Receitas tradicionais de risoto levam vinho. Quando eu faço risoto para eu e mais alguém (ou mais alguéns) e vou tomar vinho, eu uso vinho. Mas quando vou fazer risoto só para mim, eu não abro uma garrafa de vinho só para isso. Eu uso o que estiver à mão! Em regra, é whisky (Johnnie Red, que sempre sobra dos aniversários de Guigão!), mas já usei Gim e também já usei cachaça. Tudo dá certo, gente! Despausa agora.

Coloquei o whisky, mexi bem e quando ele evaporou, comecei a adicionar as conchas de água quente, e meio tablete de caldo industrializado de legumes.

Dei uma mexida, baixei o fogo e, enquanto o arroz cozinhava (eu não passo 20 minutos mexendo direto, não. Nesse começo eu coloco o líquido e mexo de vez em quando, apenas… Já disse que sou uma fraude? hahahahahaha) eu piquei uma maçã verde com casca, e coloquei numa frigideira junto com uma colher de sopa cheia de manteiga, um fio de azeite, uma colher de chá de açúcar e, depois que a manteiga derreteu, coloquei sal até achar que estava com o gosto bom.

É só levar ao fogo baixo, mexer de vez em quando, e estão prontas as maçãs glaceadas. Também já fiz com pera, e fica show demais para usar em risoto.

Quando a maçã estava no ponto – cozida, porém firme, eu retirei os cubinhos da frigideira, deixando, porém, um pouco do “caldinho” que se formou. Aí, coloquei dois punhados de nozes apenas cortadas ao meio lá, e levei de volta ao fogo, mexendo sempre para as nozes não queimarem e não grudarem. Coisa rápida, só mesmo para dar uma cor e um sabor mais diferente.

Voltando ao arroz, quando ele já estava no ponto certo de cozimento (enquanto fazia a maçã e as nozes, fiquei dando umas mexidas nele, colocando mais água e verificando o ponto, claro!), eu coloquei a abobrinha refogada e a maçã glaceada lá. Verifiquei o ponto do sal, e coloquei pimenta do reino moída. Misturei bem, adicionei uma colher de sopa de manteiga (preferencialmente gelada), um punhado de parmesão ralado fino, e tampei a panela.

Uns minutos depois (3, 5, algo assim…), abri a panela, misturei bem tudo novamente, e servi o risoto. Resolvi colocar as nozes em cima pois achei que a apresentação ficaria mais bonita, mas elas podem ser misturadas ao arroz junto com as maçãs e abobrinha, e usar outra coisa para decorar. Dá certo do mesmo jeito!

Pronto, em menos de meia hora uma refeição completa e muito gostosa. Sem modéstia nenhuma, eu achei delicioso – mas só acha isso quem gosta de abobrinha e do contraste doce/salgado, por causa da maçã.

Espero que os amigos façam e, em fazendo, me mandem as fotos!!!

 

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Filé com batatas coradas — May 9, 2016

Filé com batatas coradas

Olha, nem se passou tanto tempo da última postagem, e já estou postando de novo… que beleza!!!

 

Como a maioria das pessoas, ontem eu também comemorei o Dia das Mães. Foi na casa de minha tia, no velho esquema cada um leva alguma coisa. Como já haveria pratos de frutos do mar, e como minha mãe e meu filho AMAM carne, resolvi fazer um filé.

 

Sério. Na boa. tava MARA. Fazia tempo que eu não cozinhava algo que eu mesma adorasse tanto!!! E como não poderia deixar de ser, receita super fácil e rápida de fazer.

 

Para começar, comprei uma peça de filé (de 2 quilos), e na véspera a deixei bem limpa. Aí, coloquei ela num saco plástico e lá adicionei aproximadamente uma xícara de whisky (era para ser conhaque, mas eu não tinha em casa, e honestamente, não vi nenhuma diferença, ficou bom da mesma forma), pimenta moída na hora, ramos de alecrim e 5 dentes de alho em lâminas – não é para amassar o alho, pois depois a gente vai tirar essas lâminas na hora de assar o filé. Fechei bem o saco com um nó, e deixei na geladeira a noite toda. A vantagem de ficar no saco é que você não precisa ficar virando o tempo todo, já que a carne fica em permanentemente em contato com os temperos.

 

Aí, ontem de manhã eu coloquei uma frigideira grande para esquentar com um fio de azeite. Enquanto ela esquentava, eu tirei o filé do saco, desgrudei os temperos dele e o enxuguei com papel toalha.

 

Quando a frigideira estava suuuper quente, coloquei a peça inteira lá, deixando na mesma posição por uns 5 minutos (não sei bem o tempo, mas acho que deve ter sido algo por aí). Nessa hora, você pode colocar sal na carne.

 

Nessa hora, era para ter virado a carne para assar o outro lado, mas como achei que a frigideira já havia esfriado um pouco, retirei a carne da panela (com o pegador, sem furar a carne para não tirar os sucos dela), deixe ao lado e esquentei de novo. Com a frigideira super quente de novo, fritei o outro lado, por mais ou menos o mesmo tempo, e sem mexer muito na peça de filé. Aproveita esse momento e coloca sal do outro lado da carne…

 

Depois disso, é só colocar numa assadeira e cobrir com papel laminado, para manter a temperatura. Se quiser um rosbife, daqueles beeem vermelhinhos por dentro, depois de uns 5 a 10 minutos é só fatiar a carne. Faço isso às vezes para servir de entrada, e aí fatio a carne beeem fininha, arrumo numa travessa e rego com azeite. Ao lado, coloco uns pãezinhos para a pessoa fazer uns sanduichinhos, fica muito legal.

 

Já para a função “refeição”, eu coloquei a peça já selada na travessa que serviria, e deixei lá, enquanto fazia as batatas.

 

Para essa quantidade da foto, usei 15 batatas pequenas. Eu queria fazer com aquelas batatas bolinha, mas como sempre tava em falta no Bondemais, então comprei as menores que achei. Lavei-as bastante com uma escova, e as cortei em seis pedaços cada uma, mantendo-se as cascas (por isso a importância de lavar bem).

 

Coloquei numa panela com água já quente e com sal, e deixei ali uns 5 minutos, nada além disso. A ideia é apenas dar uma leve amaciada nas batatas, para deixar seu interior mais molinho, mas não amolecê-las por completo, pois as queremos crocantes por fora.

 

Feito isso, escorri as batatas e coloquei na maior assadeira que eu tenho, buscando com isso não fazer camadas sobrepostas de batatas, mas sim uma única camada.

 

reguei com bastante azeite, coloquei sal, pimenta moída na hora, alecrim fresco e uns dentes de alho inteiros, com casca mesmo. Misturei tudo muito bem, com as mãos mesmo, e levei ao forno pré-aquecido, na maior temperatura que é possível.

 

Deixei ali coisa de 40 minutos (é bom ir olhando de vez em quando, e ir dando aquela chacoalhada, para assar por igual), e depois disso liguei a parte de cima do forno (grill), e deixei mais um tempinho, até as batatas ficarem coradas.

 

Pronto. Foi só arrumar as batatas ao lado do filé, e já tínhamos um prato muito bom. Porém, faltava um molhinho, né? Comida seca demais, ninguém quer…

 

Então, peguei as aparas do filé que tinha guardado do dia anterior, e coloquei na frigideira suuuper quente, com um fio de azeite. É importante que a frigideira NÃO seja anti-aderente, pois queremos exatamente que os pedaços de carne colem no fundo dela.

 

Depois que a carne já estava bem assada na frigideira, coloquei uma cebola pequena picada e uma cenoura pequena também picada. Refoguei bem, e depois acrescentei um pouco de whisky, para flambar. Acho que uma meia xícara…

 

Depois de flambar, coloquei salsa, sal e pimenta, refoguei mais um pouco, e depois acrescentei água. Deixei ferver bastante, e depois de uns 10 minutos fervendo, coei.

 

À parte, fiz um roux (derreter uma colher de manteiga, acrescentar farinha de trigo e mexer bem) e o acrescentei ao molho, para encorpar, e coloquei também umas gotinhas de molho inglês, para dar um toque diferente.

 

E aí foi só festejar. 20 minutos antes do almoço, levamos o refratário já montado com o filé e as batatas ao forno, e na hora de servir esquentamos o molho.

 

Nossa, sem modéstia, ficou MUITO bom!!!! Com as extremidades do filé ao ponto, como alguns gostam, e o interior bem rosado, como outros preferem. Foi lindo, foi gostoso, foi sucesso!!!

 

Faz aí e me conta se não é tudo isso que tô falando…

 

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Mini Hambúrguer — May 4, 2016

Mini Hambúrguer

Afff, que o mofo aqui tá brabo…. Vamos dar um jeito nisso, né?

Como muita gente viu no insta e no face, no feriadão alguns amigos estiveram lá por casa, e eu resolvi cozinhar algo para recebê-los. Obviamente que foi tudo simples e rápido, que eu não vou perder tempo de fofocar na sala, para estar esquentando o bucho a barriga no fogão…

Pois bem, imbuída desse espírito, uma das coisas que resolvi fazer foi esse mini hambúrguer,  que eu já tinha feito na semana anterior e tinha sido sucesso total. Além disso, quando fui ao Rio mês passado, eu trouxe um catchup de goiabada do TT Burger que é simplesmente DIVINO, e não podia deixar passar a oportunidade de usá-lo novamente.

Os meus mini-hambúrgures eram compostos de pão (já fiz com o pão de leite da Parla Deli e com o mini pão de azeite da Engenho Casa Forte, e ambos ficam ótimos), hambúrguer caseiro, cebolas caramelizadas e crisps de presunto de parma. Na verdade, da outra vez eu usei crisps de bacon, mas neste dia não tinha bacon em casa, não tinha bacon na Parla Deli e não tinha bacon no Bondemais!!! Sério!!! E como eu estava com preguiça de sair de carro, acabei usando o parma que tinha aqui, e também deu certo, funcionou super bem.

Agora, vamos ao preparo de cada uma das três coisas que compõem o sanduíche:

1 – Hambúrguer – para esses mini, eu usei uns 300 gramas de patinho moído, uma cebola ralada, sal e pimenta ralada na hora (caprichei na pimenta). É só misturar bem, fazer as bolinhas e achatar, para dar o formato certinho. Colocar na geladeira até a hora de servir, cobrindo com filme plástico, para não ressecar.

Na hora de fritar, colocar na frigideira bem quente com um pouco de óleo ou azeite, e virar apenas uma vez, deixando o interior ainda vermelhinho.

2 – Cebolas caramelizadas – fatiei duas cebolas em meia lua, e levei ao fogo com um pouco de azeite e de manteiga (mais manteiga do que azeite, o azeite é só para não queimar a manteiga), e uma pitada de sal. Quando a cebola murchou, acrescentei mel Karo e shoyu, algo como 2 colheres de cada. As receitas que vejo sempre usam açúcar mascavo, como eu não tinha, usei mel Karo e achei que ficou muito bom. O gosto – se vai ser mais doce ou mais salgado, é você mesmo quem controla…

3 – crisps de parma – Forrar um prato que possa ir ao microondas com papel toalha, dispor as fatias de parma sem sobrepor umas às outras, e  cobrir com outra fatia de papel toalha. Levar ao micro por aproximadamente um minuto e meio – este foi o tempo do meu micro, mas pode variar. O ideal é colocar de 30 em 30 segundos, e ir verificando a textura. Quando estiver sequinho e crocante, tirar do prato e colocar sobre papel toalha em outro recipiente. Na hora de servir, picar grosseiramente com a faca. E o procedimento para o bacon é idêntico, a diferença é que o bacon demora mais um tempinho no micro… E quem não tiver micro, é só levar as fatias (sem sobrepor!) ao forno, que dá certo também!

Na hora de servir, eu abri os pães, esquentei na chapa, pincelei com mostarda Dijon e coloquei o hambúrguer, as cebolas e o crisp de parma. Não coloquei queijo pois achei que já havia informação e sabores demais ali, e ainda tinha o catchup para colocar na hora.

Sem modéstia, ficou muito bom!!! Vale a pena fazer! E digo mais, vale a pena dobrar a receita e fazer bolinhas de carne a mais para congelar, pois elas ficam ótimas como almôndegas também!

E não precisa se preocupar em “dar a liga” na carne, aflito porque não vai nenhuma farinha, nem ovo, nem aveia e nem pão ralado, como em outras receitas de hambúrguer. Vai por mim, assim já dá mais do que certo!!!

 

IMG_5414 (como sempre, a foto deixa a desejar… relevem!!!)

 

Bolo de banana — October 27, 2015

Bolo de banana

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Eu não sei na casa de vocês, mas na minha banana é uma fruta que, por menos que se compre, sempre tem uma ou outra que estraga.

Se eu comprar uma dúzia, algumas unidades vão se estragar. Porém, se eu comprar 3 unidades, uma fatalmente vai estragar, do mesmo jeito. Sério, isso é uma das coisas inexplicáveis do universo…

Guigão não gosta de banana. Amava, quando era um bebê fofo de dois aninhos, mas como tinha o intestino super preso, a gente parou de deixar que ele comesse muito. Resultado: bloqueou. Hoje ele detesta banana!!! Já eu, adoro. Mas sempre em rodelas, com Nutella ou leite condensado. Eventualmente, amassada com muitooo leite Ninho – e sim, tem que ser Ninho, claro!!!    #soufresca  #soumimada   #fuicriadacomleiteNinho

O fato é que num domingo qualquer, aquela imagem das bananas pretinhas me deu uma angústia!!! Só pensava nas pessoas que passavam fome e eu ali, deixando comida estragar…  #culpa  #Aloka

Resolvi, então, tentar fazer um bolo de bananas. Nunca tinha comido na vida, sempre torci o nariz pois a maioria dos que eu já tinha visto, levava toneladas de canela, e eu não sou lá muito chegada a canela (eu já disse aqui que sou muito, muito chata para comer?).

Pois bem, pausei o prazo que estava fazendo, e fui à caça de uma receita de bolo de banana que não levasse canela, e que usasse poucas unidades, afinal, eu só tinha 3 ou 4 disponíveis. Apareceram várias receitas – a maioria com canela, eca! – mas uma receita me chamou a atenção em especial, em razão de aparecer em vários sites que eu já conheço e principalmente em virtude de sempre estar acompanhada da expressão FIT ao lado do nome da receita.  #projetoverãoSEMburca piscou, alarmou, brilhou, e resolvi na hora testar a tal receita, que é sem glúten, sem lactose e sem açúcar. Perfeita, né?

Quase….

É que a minha versão não ficou tããão light assim. Explico!

Achei a massa muito densa, e por isso coloquei meia xícara de leite – já deixou de ser sem lactose. Mas se você tem alergia, intolerância, ou simplesmente excluiu a lactose de sua vida, sem problemas! Acho que com qualquer “leite” vegetal, ou até mesmo água, consegue-se deixar a massa mais leve. De qualquer forma, isso foi um extra, que acrescentei diante da minha própria percepção de que a massa estava muito pesada, mas a receita original NÃO pede nenhum líquido extra.

Outra mudança que fiz foi acrescentar açúcar à receita. Sou formiga  mais do que assumida, então quando a Tatiana do Panelaterapia sugeriu um pouco de açúcar, já fui logo tornando esse item obrigatório na minha receita.

A última mexida que dei na receita foi acrescentar nozes. Fica DIVINO, dá uma crocância perfeita, maravilhosa. Coloquei na hora de acrescentar o fermento, mexendo na mão.

Pronto, as alterações que fiz foram essas. Quase nada…  #sqn

E gente, sério, nunca mais na vida eu deixo banana estragar!!! Toda vez que vejo as pobrezinhas escurecendo, corro e faço esse bolinho. É realmente muito prático, rápido e gostoso, vale a pena testar. Já fiz 4 vezes desde a primeira tentativa…

Ah, já ia me esquecendo: já troquei as passas da receita por passas brancas e deu certo, e da última vez, como não tinha passas, usei ameixas secas sem caroço e também funcionou total.

Vamos à receita, então, tirada do Panelaterapia:

– 2 bananas muito maduras – as minhas já estavam quase estragando, como recomenda a Tatiana
– 1/2 xícara de uvas passas pretas; (já usei da branca e já usei ameixas secas sem caroço)
– 2 ovos pequenos;
– 1/4 xícara de óleo;
– 1 xícara de aveia (tanto faz flocos finos ou grossos – eu sempre usei a de flocos finos);
– 1 colher (sopa) de fermento em pó (sempre deixo para colocar o fermento por último, em uma vasilha à parte)
– 1/2 xícara de leite – inclusão minha, achei que era necessário para a massa ficar mais leve
– 1 colher de sopa cheia de açúcar demerara – uso esse em casa, e achei que essa medida é a ideal aqui
– 1/2 xícara de nozes partidas ao meio, misturadas levemente após o fermente (misturar na mão, não levar ao liquidificador!)
Bater tudo no liquidificador, deixando o fermento e as nozes por último e fora do liquidificador.
Colocar em forma de bolo inglês untada e enfarinhada (pode ser com aveia, também), e levar para assar por 15/20 minutos – é só fazer o teste do palito para verificar o ponto do bolo.

Para dias de preguiça e vontade de doce, recomendo demais. Fica ótimo para comer tomando um café fresquinho, e melhor ainda para comer com doce de leite… hahahahaha

E se sobrar pro dia seguinte, é só assar que vira uma torrada ótima, que vai bem com manteiga ou com Nutella…  🙂

É, pelo jeito o projeto que vai vingar é o #projetoverãoCOMburca, mesmo…

Pavê de doce de leite — October 4, 2015

Pavê de doce de leite

Sério, eu devia ter vergonha (muita!) de ainda dar título para essa combinação que eu fiz, e permitir, com isso, que todos achem que isso é uma receita.

Na boa, isso NÃO É uma receita. É uma enganação que eu fiz há uns dias, quando amigas muito íntimas estiveram aqui em casa – porque só com família muito próxima ou amigas muito íntimas para se oferecer, a título de sobremesa, um negócio aí que saiu da sua cabeça quando você viu um pote de doce de leite no supermercado…

Logo que entrei no Pão de Açúcar, vi esse doce de leite. Um doce de leite que leva vaca no nome não pode ser ruim, né??? Não tive dúvidas, peguei o pote e coloquei no carrinho, passando então a pensar em que receita iria fazer com ele naquela noite – e deixando de lado todas as especialidades deliciosas e práticas de meu repertório…

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Preciso dizer que realmente esse doce de leite é delicioso!!! Diferente do que a gente está acostumado a comprar, que costuma ser mais pastoso, ele é um pouco mais diluído, e seu sabor parece mais um caramelo do que doce de leite… é maravilhoso, só não viciei porque estou (mais ou menos) firme no #projetoverãosemburca, então pelo menos nos doces eu tenho que dar uma diminuída, senão adeus biqueine!!!!  hahahahahah

Andando mais com o carrinho, deparei-me com a seção de bolos do supermercado (quem frequenta o PA Parnamirim sabe do que estou falando), e ali me veio a ideia exata do que fazer: vou fazer um pavê de doce de leite, usando bolo em vez de biscoitos! Bingo!

Então estava decidida a sobremesa, e olhem, vou dizer uma coisa: para ter sido quase 100% comprada pronta (não foi 100% porque o chantilly fui eu que fiz…) ela ficou um arraso!!! Qualquer pessoa que entenda NADA de cozinha pode preparar, e certamente vai agradar.

INGREDIENTES:

01 bolo branco comprado pronto – daqueles de padaria ou supermercado, que variam de R$ 6,00 a R$ 15,00, dependendo da “chiqueza” do local em que você compra. Bolo de bacia, nordestinamente falando. Mas tem que ser branco, neutro, para não misturar com o sabor do doce de leite. Não acho que fique bom, por exemplo, bolo de chocolate. Muito doce.

01 pote de doce de leite – sugiro esse que mencionei, mas qualquer doce de leite serve, inclusive o feito com a latinha de leite condensado – que eu particularmente amoooo!

01 garrafinha de creme de leite fresco – tem que ser do fresco se você for fazer o chantilly, como eu, mas se você quiser comprar chantilly pronto, então pode trocar essa garrafinha por uma caixinha, mesmo

leite e algum licor para umedecer o bolo – eu usei amarula, achei perfeito, mas pode serqualquer licor desses mais “neutros”, de nozes, etc… Acho que usei meia xícara de leite, aproximadamente, e uma colher de sopa de licor.

Agora pensa na dificuldade de execução disso:

No depósito em que você for servir, colocar uma camada de bolo esmigalhado grosseiramente com as mãos – sugiro utilizar 1/3 do bolo.

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Regar com a mistura de leite e licor – para umedecer levemente, não precisa encharcar, não.

Colocar umas 3 colheres de sopa de doce de elite em um depósito, e misturar com umas 2 colheres de creme de leite, para diluir (senão fica muito doce – mas isso é a minha opinião, se você conseguir ser mais formiga do que eu – o que duvido muito, pode usar só o doce de leite, sem diluir).

Por cima, mais uma camada de bolo esmigalhado, e depois outra de doce de leite diluído com creme de leite.

Depois, uma última cama de bolo esmigalhado e  finalizar tudo com chantilly, de preferência feito em casa.

Para fazer o chantilly é muito fácil: basta colocar o creme de leite FRESCO no congelador por uns 10 a 15 minutos, e depois bater na batedeira junto com 2 colheres de sopa de açúcar refinado – ou apenas 1 colher, se você for do time dos não-formiga.   Quem quiser usar o chantilly comprado pronto, é só usar em cima dessa última camada, e partir para a decoração.

Nesse dia eu queria decorar o pavê com amêndoas laminadas, coisa que em regra sempre tenho em casa, pois adoro usar nas saladas e em couscous marroquino.

Mas justo nesse dia, eu não tinha amêndoas em casa, muito menos laminadas. Saco. Tinha que colocar algo em cima, pois aquele branco todo do chantilly não tava bom…

Aí, me deu um estalo: já que esse doce de leite parece caramelo, algo com caramelo de verdade aqui certamente vai funcionar… então peguei uns chocolates que vieram comigo de viagem e coloquei alguns pedaços em cima. PERFEITO! mas também, fala sério: tinha como não ficar bom, n
essa sobremesa, um chocolate meio amargo recheado com caramelo e flor de sal??? Perigo zero!!!

E foi assim que eu finalizei o pavê: com pedaços desse chocolate que eu amooo de paixão, que deram aquele toque especial que toda receita precisa ter.

Espero que gostem dessa farsa que eu fiz e tive a audácia de chamar de sobremesa, porque apesar de não ser uma receita, vale a pensa executar! Vai por mim!

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Conchiglione de camarão — September 27, 2015

Conchiglione de camarão

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Desta vez não demorei, e já estou postando a receita que fiz na sexta à noite, aqui em casa.

Foi um encontro de amigas resolvido meio que de última hora – para as casadas, o vale night mais pebal que pode haver, já que foi na minha casa e trazendo os filhos… acho que nem conta como VN, né??? 🙂  Mas o que importa é que foi ótimo, regado a boa conversa, boa comida e (muitaaa) boa bebida! Hic!!!

As always, eu queria algo rápido, fácil e que pudesse ser preparado antes, e a ideia inicial foi um couscous marroquino com camarões – gostoso e à prova de erros!!! Liguei pro Pescadero, como sempre, e pedi para separarem 700 gramas de camarão fresco, já descascado (filé).

Mas quando eu vi o pacote de conchigliones no supermercado, não resisti! Fazia séculos que eu não preparava, e eu acho uma massa tão versátil – você pode rechear como quiser, é só usar a imaginação!!! Frango com ricota, carne moída, abóbora com queijo brie… tudo funciona aqui!

Na hora resolvi que faria o conchiglione com os camarões, mesmo sem ter nenhuma receita para usar como referência. Peguei ricota, para dar volume e “liga” ao recheio, e pronto, o prato principal da noite estava decidido.

É uma receita muitooo simples de se fazer, porém, com uma etapa muitooo chata de se fazer, que é rechear as  conchinhas DE UMA POR UMA… Haja paciência! Ajuda, nessa hora, é extremamente bem vinda!!!!

Aviso que as quantidades abaixo me renderam dois refratários grandes de conchigliones, todos juntinhos sem sobreposição, e que ainda sobrou macarrão sem recheio – que congelei para usar de novo, mas não sei se presta. Pode congelar macarrão??? Vamos à receita, sem mais demora!!!

1 pacote de macarrão do tipo conchiglione de boa qualidade

700 gramas de camarão fresco (mas rola tranquilo usar o congelado, de pacotinho!)

1 limão

1 cebola picada

sal e pimenta do reino

1 e meia ricota ralada no ralo grosso (daquelas redondas que a gente compra)

noz moscada para temperar

Molho branco (bechamel, faço de cabeça e usei umas 6 conchas dele para a receita toda)

Queijo ralado para gratinar

Primeiro passo é colocar os camarões no suco de limão espremido, temperando-o com sal e pimenta a gosto. Deixar na geladeira, para o bichinho não ficar ruim – camarão apodrece num piscar de olhos!!!

Em seguida, é hora de colocar o macarrão para cozinhar em água fervente e bem salgada. É importante, aqui, cozinhar a massa por muito menos temo do que o recomendado pelo fabricante, uma vez que ela continuará “crescendo/cozinhando” com o molho branco. No meu caso, o tempo recomendado era de 10 a 12 minutos, e eu deixei apenas 7 minutos.

Quando se passaram os 7 minutos, escorri o macarrão, reguei com um fio de azeite para não grudar e coloquei numa vasilha com água e duas caçambas de gelo, para cessar o cozimento do macarrão.

Enquanto a massa tava lá, separada, fui preparar os camarões. Fácil demais, só passar na chapa beeem quente untada com um pouco de azeite, em pequenas quantidades (no máximo uns 5/6 por vez, para não formar água e ele cozinhar, ficando borrachudo). Vai fritando e colocando num recipiente ao lado.

Depois de todo o camarão já frito, na mesma panela porque ela já vai estar com uma crostinha com o sabor dele, colocamos a cebola picada e uma pitada de sal. Deixa a cebola murchar e, quando ela estiver molinha, colocamos o suco de limão em que os camarões estavam antes. Dá uma mexida, espera secar um pouco (deixando o fogo bem alto para isso!), e depois jogamos o camarão nessa misturinha. Pronto, é só apagar o fogo e mudar de recipiente, para esfriar mais rápido.

Quando o camarão esfriar, é só cortar – eu cortei em pedaços médios, mas fiquei achando que em pedaços menores ficaria melhor… não sei, vou testar numa próxima vez!, misturar com a ricota e o caldinho dele, temperando tudo com sal, pimenta moída e uma raladinha de noz moscada – Nigella Lawson me ensinou uma vez que em tudo que leva leite ou derivado, uma pitada de noz moscada é providencial – testei e adotei isso para a vida!!!

Mistura do recheio pronta, é partir para a execução do prato: rechear todas os 736446 conchigliones, com o auxílio de uma colher. Sem pirangagem, por favor! Beeem recheadinho!!!

Daí é só regar o fundo do recipiente em que as conchinhas serão montadas, gratinadas e servidas com duas a três conchas do molho branco FRIO (para não já começar a cozinhar as conchas), depois colocar todas as conchas enfileiradinhas, e por fim cobrir com o restante do molho branco.

Ralar um pouco de queijo parmesão e levar ao forno para gratinar. Eu fiz à tarde e deixei na geladeira, coberto com plástico filme, e deu super certo! Tirei da geladeira meia hora antes de ir ao forno, e deixei esquentar até ficar gratinado.

Receita simples e deliciosa, pode fazer sem medo! E se fizer, manda a foto pra mim!!!